Mudanças

Creio que cada um de nós já chegou a magoar alguém… Inconscientemente ou não. Como também algum de nós também já foi bastante magoado. E com o passar do tempo à gente consegue enxergar com mais clareza as responsabilidades que devemos ter sob tudo que nos cerca.

Tenho refletido sobre isso esses últimos dias depois de ter assistido uma série…

O ato de se sentir disponível para a “desconstrução e reconstrução” não é fácil, muitas vezes dói e requer cautela. Mas é a única maneira de expandir genuinamente. E eu diria até que, é um privilégio quando percebemos que podemos melhorar como pessoa.

Por isso… Se desculpe! Pelas pessoas que você possa ter magoado pelo o caminho e pelas que te magoaram.

Se desculpe pela versão extremamente limitada e imatura que talvez você tenha sido na vida de alguém.

E siga em frente! Siga melhorando para não repetir os mesmos erros. Siga expandindo com o seu presente/futuro.

E tenha em mente… Ninguém nasce pronto, estamos em construção a todo o instante. E está tudo bem !!!

Seja bem- vindo JANEIRO ♥

Experimento a tua presença como quem conhece uma nova parte do corpo de alguém. Sinto como meu corpo interage tanto com essa novidade. Fecho os olhos e deixo a minha memória fazer seu trabalho de registrar os sentimentos novos.

E, em momento algum, sinto que estou sozinha. Estou muito envolvida pela tua chegada. Esse aspecto que também é parte de ti. Afinal, cada ser humano tem um jeito próprio de ser presente. E a tua presença tem um jeito todo teu,calmo,leve e inspirador.

Por isso, tenho aproveitado essa existência tua, como quem aproveita o calor da pele em contato com a pele da pessoa amada. Deixo que a minha presença se entrelace com a tua e me mostre os caminhos de novas formas de sentir. E vou sentindo tantas coisas mais… Tantas coisas indescritíveis.

Você me causa um bando de pássaros dentro das entranhas. Que preenche meu coração com a mesma leveza que eles levantam voo e me lançam num céu de sensações.

O melhor encontro

Aventurou-se em se conhecer por inteira. Passou os dedos pela pele dos seus próprios braços e findou-se abraçando. Descobriu-se como o seu amor próprio tem feito bem a ela. Por hora, entendeu porque causava vertigem aquela aventura de se compreender de verdade. E quão íntimo ela conseguiu atingir! Sorria, boquiaberta. Assim, com o tempo, estar de olhos fechados para o mundo agora era estar de olhos bem arregalados para o universo que era o seu (eu). Mas isso tudo não se classificava como egoísmo, não. Na verdade, somente após se compreender universo, é que ela compreendeu que, em essência, todos eram universos. Passou das adversidades de uma vida “padronizada” para a diversidade de sua vida absurdamente livre. Vive tão feliz e agradecida. Em tudo, porta-se muito com o coração. É que… não dava para menosprezar, discriminar, ignorar pessoas que são tanto! Somos todos precipícios, que poucos se aventuram a mergulhar. Embora… Cada um carrega dentro de si universos inteiros.

Estranho como as pessoas são estranhas

Cobrou-me uma fidelidade onde tudo que existia era confusão.
Cobrou-me uma fidelidade à pessoa que dias atrás contestava que eu não seria a pessoa ideal para enamorar.
Cobrou-me uma fidelidade à pessoa que reivindicou que ambas eram totalmente livres.
Cobrou-me uma fidelidade à pessoa que cegaste-me várias vezes quando o papel era deixares-me ver.

E veja só…

A nossa breve vivência resumiu-se a isto, a um ciclo vicioso e entreaberto em que a base eras tu, a um paradoxo de Camões que não parece fazer sentido à primeira leitura e nem na última fará. Talvez, fomos aquele típico exemplo de que nem todas as histórias bonitas têm um final feliz, ou aquela velha frase clichê “Tudo que vem rápido demais, se vai rápido demais”.

– Fico pensando então, que o amor pode ser é tão perigoso quando não existe discernimento.

Acondicionar

Passou os dedos pela sua pele. Fez arrepiar os pelos, causando-me frio na barriga. Sentiu como se ela fosse borboleta trazendo a serenidade na alma. Mas ela era mais que borboleta. Ela incorporava animais que não conseguia nomear. Não conseguia raciocinar exatamente. Pensamento já era o que não conseguia acompanhar. Sentiu… (apenas). Seguia cada toque, envolvimento, sensação. Deixou-se florir em pleno setembro. Pousou-me e contrariou toda ordem da natureza. Recriou meu próprio meio ambiente naquele pequeno instante, filha da luz, aquela mulher. E naquele instante criou um cosmo inteiro para ser habitado entre aquela sala de cinema inteira. Seres em pura descoberta. Em puro despertar.

Quero escrever movimento puro

Veja só, onde paramos. Sua obsessão por mim me deixou sem princípios. Éramos eu e você na praça de alimentação do shopping, até alguns meses atrás, pensando em quais sanduíches escolheríamos. Mas, o infortúnio se instalou em nós. Os opostos se atraem e se destroem. Nada de amigos, não é? Acabamos com a lealdade de outrora e hoje somos mal vistos até por nós mesmos. Corroemos nossas dúvidas sacanas num voluptuoso fim. E agora que sabemos como funcionamos a sós, não podemos bloquear nossos caminhos… Escrevo essa carta, querido, para lhe alertar que sinto falta das brincadeiras inocentes do nosso passado ingênuo. Apenas quero que não deixe o nosso futuro adulto empobrecer sem a amizade e o respeito leal que tivemos, tudo por conta de umas divergências de jovens insanos. O fato é que, não devemos guardar rancores. E devido a isso, faz bem deixar fluir para fora a tristeza através das lágrimas. Outro dia eu li algo que dizia mais ou menos assim : “É preciso aceitar as mudanças, independente dos dramas, frustrações, sonhos impossíveis que cultivamos no nosso pensamento. A vida é um desenrolar-se. E constatar isso, após tanto vazio e confusão mental, é tão aprazível quanto o respirar livre e calmo após o choro recém vivido. A verdade é que devemos experimentar a calma pós-pranto… Haverá de confirmar! E uma ficha – dessas que demoram a cair, mas sempre caem em algum instante – é que: baseado em dores reais, isso é viver.